Distorção

Arquivado em: (Cá estava eu pensando na vida...) postado por: Daphne em 17-02-2009

Toda vez que leio notícias sobre o conflito no Oriente Médio, tenho a impressão que se ela fosse uma HQ, Israel seria o Capitão América lutando bravamente contra uma Palestina na pele do Caveira Vermelha. É impressionante como o bem e o mal são tão bem definidos e separados em uma guerra que já dura tanto tempo.

Hoje recebi um email interessante com um texto creditado à Mona Baker, editora do britânico The Translator. Ela descreve o que chama de 12 regras da imprensa internacional para redigir notícias sobre o conflito no Oriente Médio:

1) No Oriente Médio são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Essa defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama ”terrorismo”.

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama ”legítima defesa”.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama ”Reação da Comunidade Internacional”.

5) Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama ”Seqüestro de pessoas indefesas.”

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de dez mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isso se chama ”Prisão de terroristas”.

7) Quando se menciona a palavra ”Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão ”apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

8 ) Quando se menciona ”Israel”, é proibida qualquer menção à expressão ”apoiada e financiada pelos EUA”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9 ) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões ”Territórios ocupados”, ”Resoluções da ONU”, ”Violações dos Direitos Humanos” ou ”Convenção de Genebra”.

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre ”covardes”, que se escondem entre a população civil, que ”não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de ”Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama ”Neutralidade jornalística”.

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são ”Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.

Não tenho lado nessa guerra, mas me impressiona muito, não só nesse caso, a manipulação de notícias e apresentação de fatos. Antes da globalização, o vencedor escrevia a história de uma guerra. Agora, é a mídia que a faz. E não é só com guerras…

Alguém ainda duvida que o quarto é o mais poderoso dos poderes?

Vanuatu Dia 6

Arquivado em: (Viagens e Passeios) postado por: Daphne em 31-01-2009

Por Daphne

Depois de passar o primeiro dia do ano bodando descansando, acordamos cedo e resolvemos continuar nossa saga em busca de aventuras. Inicialmente, iríamos fazer um passeio de buggy pela manhã e novamente mergulho com caninho snorkel a tarde. Tínhamos inclusive marcado o passeio na recepção, mas a moça errou e agendou para dia 4… Na busca por outra coisa, resolvemos fazer um tour pela ilha que estamos.

A primeira parada aconteceu em uma praia sensacional. Lugar lindíssimo com água cristalina e quentinha. :)

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A segunda parada ocorreu em uma típica vila dos nativos daqui, onde fomos recepcionados com danças e performances dos costumes locais. Mas no caminho até a vila, fizemos uma rápida parada para o guia provar para a gente que as aranhas aqui são “friendly”.

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Já na vila:

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Almoçamos nesta vila e seguimos para uma outra ao lado. Quando navegávamos por um rio rumo a não-sei-exatamente-onde, começou a chover e tivemos que abortar essa parte do passeio. Seguimos então para ver o uga-uga doidinho moço que caminha em brasa. Atenção: não há fotos do Guilherme com o simpático moço. O dono desse blog ficou com-medinho do moço-com-chapéu-de-coco.

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Seguimos para o que seria um museu da segunda guerra (Vanuatu recebeu bases americanas por causa de sua localização no Pacífico. Contamos essa história depois). Infelizmente, o guia que fica no local passou mal logo de manhã e teve que ser hospitalizado. :/ Assim, só vimos tudo por fora e não rolou historinha.

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A última parada foi em uma praia, onde serviram um lanchinho pra gente. Na volta para o resort, o Guilherme não resistiu e tirou uma foto de um trecho com asfalto daqui:

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Jantamos em um lugar chamado Waterfront Restaurant, aparentemente o point daqui. Ligamos para lá uns 5 minutos antes de sair para fazer uma reserva, mas entramos na lista de espera. Esperamos um longo tempo no bar e a comida nem era tão boa assim… mas pelo menos nos divertimos com a música e com e pessoal dançando. Muito comédia.

E assim termina o dia 6 em Vanuatu…

Vanuatu Dia 5

Arquivado em: (Viagens e Passeios) postado por: Daphne em 31-01-2009

Acordamos super tarde no primeiro dia do ano e não fizemos muita coisa. Descemos para o restaurante do hotel e tomamos um café-almoço. Então, decidimos ver um filminho e pegamos um que se chama “O homem que processou Deus”, ou algo muito perto disso em português. Hein? Se o filme é bom? Sei não. Dormi antes do final. Isso pode ser um indício de que talvez não seja tããão bom assim na minha opinião. :)

Aproveitamos o resto da tarde para jogar paciência começar a escrever alguns posts já publicados aqui e pensar em projetos-sensacionais-que-mudarão-o-mundo. Tomamos um banho e fomos jantar em um lugar chamado Chill Restaurant. Muito boa a comida e o ambiente também é bacana.

Voltamos para o resort sem um pingo de sono, já que tínhamos dormido o dia inteiro. Então, resolvemos passear pelo resort e tirar fotos de lá.

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Voltamos para a casa que estávamos e começamos a ver 102 Dálmatas… dessa vez foi o Guilherme quem dormiu no meio do filme. Mas eu vi até o fim, até a Cruela se dar mal de novo. :P

Bom, acho que amanhã vai ser um dia mais animado. :P

Vanuatu Dia 4

Arquivado em: (Viagens e Passeios) postado por: Daphne em 31-01-2009

Acordamos no dia 31 totalmente revoltados com a câmera que afogou, mas bastante empolgados por que iríamos fazer Scuba. Além disso, era o último dia do ano e nosso Reveillon prometia ser bem bacana.

Um senhor bem simpático (que mais tarde descobrimos ser neo-zelandês) nos pegou em nosso resort cedinho para fazermos um treinamento com o equipamento de mergulho dentro de uma piscina. Guilherme, utilizando todo seu lado peixinho, já caiu na piscina sabendo usar o equipamento 100%. Já eu demorei bastttaaaante para pegar a manha de respirar e quase que o instrutor não me libera para o mergulho em mar aberto à tarde. Isso me deixou bem insegura, por que não sei nadar, não tenho intimidade com o mar (isso que dá viver no meio das montanhas de Minas) e não estava utilizando tão bem assim com o equipamento.

Voltamos para nosso resort, almoçamos e eu me concentrei bastante na tarefa de respirar fundo e devagar pela boca. :P A tarde, fomos pegar a lancha que nos levaria até o ponto do mergulho. Junto conosco, estava um casal australiano já experiente, que mergulharia próximo ao local do nosso mergulho, mas não com a gente.

Permanecemos na lancha uns 20 minutos antes de chegar no local e foram 20 minutos tensos para mim, por que estava insegura e com medo. A lancha parou no meio do nada e o casal australiano já começou a vestir a roupa de mergulho e colocar o equipamento. Depois que eles caíram na água, foi nossa vez de vestir os conjuntinhos fashions de neopreme, colocar pé de pato, máscara e o tubão de oxigênio nas costas. Antes de cair na água, o instrutor me perguntou como eu estava e se ofereceu para ficar de mãos dadas comigo durante todo o mergulho. Isso me deixou bem mais tranquila e, depois do Guilherme, fiz tibum na água também.

Até hoje a gente não sabe descrever direito a sensação. É como estar em outro mundo. O lugar que nós mergulhamos é lindo, com uma quantidade incrível de peixes, cada um com uma cor mais chamativa que o outro. O momento mais bacana do mergulho, para mim, foi quando encontrei um Nemo que não teve medo de mim. Ele ficou bem paradinho e deixou eu encostar o dedo nele. Depois, abri a palma da minha mão e ele “pousou” nela, ficando bem quietinho. Foi um máximo brincar com um peixinho-palhaço. :D Já o Gui foi atacado por um, quando chegou perto de um ninho. Muito comédia o Neminho tentando bicar a máscara dele.

Conseguimos utilizar a câmera pseudo-morta, mas não tínhamos como ver do que estávamos tirando fotos, pois o LCD parou mesmo. Aí as fotos não estão bem enquadradas, mas pelo menos registramos o momento. :D

Daphne e Guilherme 

Daphne e Guilherme

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A única sensação ruim é que a boca fica muito salgada, a garganta muito seca. Incomoda bastante. Mas tirando isso, nossa meia hora de mergulho foi linda e divertida. Quando voltamos ao barco, fiquei mega feliz em saber que de todos, eu fui a que respirei melhor. Ainda tinha oxigênio para ficar mais uns 40 minutos debaixo d’água. Só não ficamos mais por que o oxigênio do Gui tinha acabado. Felicidade total, por que pelo jeito até que enfim eu aprendi a respirar com esse troço-redondo-que-fica-na-boca.

Voltamos para a ilha e fizemos um horinha na cidade. Depois, fomos para o resort tomar banho e arrumar, pois hoje é dia de festa e fizemos reservas para o Reveillon no Le Meridien, um grande resort de Vanuatu. Guilherme cismou de chegar lá as 7, então tínhamos que correr…

Chegamos lá 7:30hrs, quando o pessoal ainda estava arrumando tudo. :/ Então, ficamos no jardim bodando e sendo picados por insetos estranhos. Depois de meia hora, mais ou menos, começaram algumas apresentações dos nativos. Bem legal, mas já estava escuro e por isso as fotos não saíram muito boas.

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Então, liberaram a entrada para o espaço destinado à festa, no campo de golfe perto de uma lagoa.

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As 9:30hrs, serviram o jantar. Comida muito boa, diversificada e farta. Provamos de praticamente tudo e o resultado da equação dia-agitado-com-mergulho + comilança + animação-da-festa foi um sono incontrolável. Os responsáveis pela festa até fizeram uma força e se preocuparam com a animação. Tinha uma bandinha (tocando músicas que já eram clássicas quando eu nasci), apresentações de dança do ventre, sorteios, brincadeiras que envolviam uma porta e achar uma chave que pudesse abri-la (nessa altura, todas as chaves já estavam desmagnetizadas – sim, eram aquelas chaves típicas de porta de hotel) e um moço que tentava animar a festa, encaixando um “Urrúú!!” a cada final de frase. Mas mesmo assim nosso sangue brasileiro deu um gritão e acionou uma sirene na nossa cabeça apontando que algo estava a desejar. De qualquer forma, tentamos abstrair esses pormenores e nos divertimos rindo do povo tentando abrir a porta, sem sucesso.

Utilizando todos os nossos conhecimentos sobre teorias motivacionais, Gui e eu conseguimos nos manter acordados até meia-noite. Vimos a queima de fogos e ligamos para nossos pais, que eram com quem a gente queria estar de verdade naquele momento… Após a queima de fogos, resolvemos voltar para o resort e dormir, pois estávamos hiper cansados. Por mais que lendo sobre nosso Reveillon ele tenha parecido chato, garanto que não foi. A experiência do mergulho foi incrível, o Le Meridien é um lugar muito bonito, a comida estava excelente e, na nossa opinião, a gente não precisa passar a noite da virada toda no agito para garantir um bom Reveillon. Se meu ano novo for feliz como meu dia 31, vai ser hiper bom! :)

Aproveito e desejo um novo ano repleto de sucesso, realizações e saúde para todos!

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Vanuatu Dia 3

Arquivado em: (Viagens e Passeios) postado por: Daphne em 24-01-2009

Por Daphne

 

Nosso terceiro dia em Vanuatu começou com o sol raiando. Seguindo a recomendação de um casal sérvio que encontramos ontem no Coongoola, fomos conhecer umas cachoeiras. Marcamos um tour que nos levava também para um tal de Secret Garden. É um lugar bacaninha, cheio de cartazes com histórias locais e alguns animais exóticos. Pena que o passeio por este lugar foi tão rapidinho.

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Chegamos na área das cachoeiras e começamos uma caminhada de mais ou menos meia hora. O lugar é bem bonito e a vegetação lembra muito a do Brasil. Juntando isso ao calor, me senti em casa por alguns momentos. :)

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Durante toda a caminhada, fomos seguidos por um esperto cachorro que roubou a cena. Não importava o qual longe você jogava o coco, ele sempre buscava e trazia de novo.

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Enfim chegamos à cachoeiras propriamente ditas. E para a nossa surpresa nem lá a água era gelada.

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Continuamos a subir, pois ainda tinha a queda principal pela frente.

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Voltamos para o resort com planos de tomar banho e ir conhecer algum outro restaurante no centro. Mas aí tivemos uma das grandes surpresas da viagem: descobrimos que a câmera a prova d’água afogou! A bateria estava molhada e o cartão de memória também. Guilherme agradeceu a alguma-coisa-superior-não-identificada por conseguir descarregar as fotos que tínhamos tirado na cachoeira e tentamos de tudo: toalhinha, secador e… nada! A máquina não queria ligar de novo de jeito nenhum.  Então, ele foi fazer algo impensável até aquele momento da nossa viagem: acessar a Internet. Conseguimos um acesso ‘marrom-meno’ e caro na recepção do hotel e começamos a pesquisar o que poderia ter ocorrido com a nossa melhor-aquisição-pré-viagem decepção-do-ano. Parece que todas as câmeras da espécie da nossa afogam um dia. Geralmente essa data é 3 dias após uso contínuo na água. Exatamente nosso caso. :( Ficamos tão decepcionados que resolvemos ficar no resort mesmo. Como não achamos nada no cardápio que nos agradasse, fomos novamente no Vila Chaumières, aquele mesmo do primeiro dia. Desta vez com a presença ilustre da energia elétrica (que nesse dia mais cedo também resolveu ir passear no telhado por um tempo). Nosso dia acabou assim: triste por causa da câmera que afogou. :( Nosso primeiro mergulho com scuba vai acontecer amanhã e pelo jeito não vai rolar fotinha debaixo d’água… :’(