Daphne e Thais na terra onde as pessoas caminham sobre trilhos – O metrô de Wellington

Filed Under (Nova Zelândia) by Daphne on 03-09-2009

O metrô de Wellington é uma coisa realmente curiosa. São 4 linhas principais e todas nascem (ou morrem, dependendo apenas de seu ponto de vista querido leitor) no CBD, também conhecido como centro da cidade. Daqui para frente, ao ler este post, esqueça a sua idéia de prédios nas estações, com modernos sistemas eletrônicos de bilhetagem, como em Belo Horizonte por exemplo. Salvo a estação central, todas as outras são como um ponto de ônibus de uma cidade de interior em Minas (ou seja, apenas com uma lajinha mal batida em cima de um banquinho de madeira) e o sistema de controle de bilhete é feito por perfuração. Quê? Como assim perfuração? Seguinte: dentro do metrô, o trocador moço-do-trem perfura o papelzin e pronto. Como não há lugares de venda de bilhetes nas estações, você pode comprá-lo dentro do trem mesmo. Tudo muito bacana e sem problemas. O fato mais interessante para mim é que, no horário de pico, o preço do metrô muda. Inteligente, não? Se tem horas específicas do dia em que a população realmente precisa do transporte público, nada como mudar o preço e quase DOBRAR o valor. Isso mesmo. O valor passa de $2.50 (R$3,16) para $4.00 (R$5,07). Os horários de pico são entre 6 e 9 da manhã e 4 e 7 da tarde. Ah, o mundo capitalista… Aparentemente, as pessoas inteligentíssimas que implementaram o sistema de ônibus (onde você paga pela distância percorrida) não foram os mesmos que implementaram o metrô. Não importa se você vem lá de onde o Judas-perdeu-o-bandaid-do-dedão-que-machucou-depois-que-ele-perdeu-as-botas ou da última estação antes do centro, você paga o mesmo valor.

Ok, tia Daphne. Muito interessante. Mas e ai?

E ai que nossa sexta-feira chegou. Para manter a tradição, alguma coisa bizarra interessante tinha que acontecer. Graças ao nosso espírito jornalístico recém-adquirido, estávamos munidas de câmeras e pudemos registrar esse pitoresco momento. Sim, ele aconteceu no metrô. Não, eu não vou falar nada a respeito. Apenas aperte o play no video abaixo e sinta dó (ou ria de nossa cara, sei lá). :P

Ah! Só para explicar sobre os tempos: Saimos de casa 8:20, pegamos o metrô 8:30. Saimos do metrô e começamos a andar 9:45, chegamos na Victoria 10:45hrs.

Moral da história: metrô é para os fracos. Se tívessemos indo caminhando sobre e linha do trem desde que chegamos na estação de Crofton Downs, teríamos chegado pelo menos 1:15hrs antes. E ainda economizaríamos $4.00.

Fica aí a dica. 

Daphne e Thais na terra onde o vento faz a curva – Lambton Quay

Filed Under (Nova Zelândia) by Daphne on 29-08-2009

Pegando carona no videozin que Tha e eu fizemos em Turoa mostrando nossa sensacional primeira experiência com o snowboarding, resolvemos fazer uns mostrando Wellington. Nesse primeiro vídeo, resolvemos filmar a Lambton Quay, que fica bem no centro do centro da cidade. :P Diz a lenda que é a rua com maior densidade demográfica da Nova Zelândia. Como vai dar para ver no vídeo, não chega nem perto da Afonso Pena. :P Em um período distante, essa era a rua do porto de Wellington, até o terremoto de 1855, que levantou a Ilha e afastou a rua do mar quase 300 metros.

No início da Lambton Quay está o Parlamento de Wellington (sem dúvida o prédio mais fashion daqui), o prédio de direito da Victoria (o mais guti-guti) e a estação de metrô, onde Thais e eu podemos ser encontradas de segunda a sexta, de manhã e a tarde. :)

Querido coleguinha que assiste a esse vídeo agora: pedimos desculpas pelo audio. O vento não colabora muito e quer aparecer mais que a cidade. :P Aumenta o volume ai e assiste com fé que vai rolar. :)