Daphne na terra onde as pessoas pulam de um avião – Skydiving
Filed Under (Viagens e Passeios) by Daphne on 04-10-2009
Adoooro planejar as coisitchas que vou fazer. Cada passo, cada pró, cada contra… fico até imaginando as frases como em um script. No fim eu acho mesmo que minha vida é um filme, onde eu sou a roteirista, a diretora e a atriz principal (pois é, total acúmulo de funções).
Mas aí semana passada, sem raciocinar sobre a loucura coisa um pouquinho “insensata” que eu estava fazendo, lá fui eu com a Thaís e o Guilherme pular de um avião a 12.000 pés sobre o lago Wanaka, um dos lugares mais sensacionais-incríveis da Nova Zelândia. O grande problema é que ninguém me deu tempo para pensar, saca? Me falaram em um sábado, 8 horas da matina: “Uau! O tempo está lindo! Vâmbora fazer skydiving? Temos que sair agora, por que o próximo pulo é as 9!”. E eu respondi sem saber direito o que estava fazendo: “Doooido! Vamulá!”. Ai que começa o roteiro deste capítulo: entro no carro sem entender muito bem o que estou fazendo, com a mente ainda tonta do sono. Chego no lugar e já mandam a gente assistir um videozinho de pessoas sorridentes ensinando o que fazer na hora do pulo. Fim do videozinho, “leia isso e assina aqui”, a moça diz. Leio algo como ‘em caso de morte ou sérios danos, não somos responsáveis’. Pergunto se tenho que assinar mesmo, e enquanto isso a moça feliz já separa nossos macacões fashions. Assino, visto o macacão e alguém me fala com uma voz tranquila: “Prazer, eu sou o Eric. Vamos saltar juntos hoje”. Bacana. Já tem um moço me filmando e perguntando como estou me sentindo. Segundos depois, estou dentro do avião e ele está subindo bem alto. Thaís atrás de mim, Guilherme na minha frente. Ai mínha cabeça deu o primeiro alerta: “O que você está fazendo aqui, Daphne?”. Respondo para mim mesma que não sei e sigo. “Ó meu Deus, o Guilherme está caindo!” – minha cabeça diz novamente. A voz tranquila diz: “Agora somos nós”. 3 segundos depois e… e… estou caindo, caindo, caindo… Tudo muito, muito lindo. Sensação incrível, tão incrível que nem me deixou ter medo. Pois é, fiz skydiving e não tive medo. O paraquedas abriu e aquela sensação de tranquilidade me invadiu. Fiquei um tempão olhando a vista (e que vista) e feliz por estar ali. Pousei na maior tranquilidade (de pé!!) e na hora já queria fazer de novo. Aí depois eu voltei para Wellington, minha cabeça começou a me perguntar o que eu faria se o paraquedas principal não abrisse, o que eu faria se o paraquedas reserva não abrisse, se batesse um ventão e nos levasse para outro canto, se o Eric passasse mal e perdesse a consciência (pois é, eu realmente pensei em todas as possibilidades). E depois disso, decidi que a experiência valeu. Foi maravilhosa, incrível, indescritível. Estou orgulhosa de mim mesma por ter feito isso, mas no fim: eu gosto mesmo é de planejar e controlar as coisas, escrever diferentes rascunhos para decidir a melhor opção. O dia que eu fizer um curso, eu pulo de novo.
Ah! Aperta o play ai embaixo para você ver a cara de feliz que eu pulei e como me diverti lá em cima:
Fotinhas:















